DEFINIÇÃO
CAUSAS
TRATAMENTOS
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO E INDICAÇÕES PARA R.A.
![]()
A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) define a infertilidade conjugal como “a incapacidade de conceber, após 2 anos de relações sexuais regulares, sem uso de métodos contraceptivos”. A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (A.S.M.R.), por sua vez, conceitua infertilidade conjugal como a “falta de gestação detectada clínica ou hormonalmente, após 12 meses de relações sexuais regulares sem contracepção.
![]()
CAUSAS:
A infertilidade conjugal acomete de 10 a 20% dos casais, sofrendo variações em função de diversos aspectos, como a população avaliada e a idade da mulher.
A distribuição dos diversos fatores envolvidos na infertilidade é apresentada na tabela 1. Esta divisão percentual é, na verdade, meramente artificial, pois a associação de mais de um fator é muito freqüente, principalmente a ocorrência simultânea de fatores masculinos e femininos.
TABELA 1
INFERTILIDADE CONJUGAL – ETIOLOGIA
| FATORES | % DE CASOS |
|
Masculino |
35% |
Fonte: Speroff, 1995
É interessante salientar que, em virtude da disponibilidade das técnicas de reprodução assistida, o diagnóstico de incapacidade definitiva de gestar poderá ser sempre questionando, tanto em relação ao fator masculino, que vislumbra uma nova era com as técnicas de micromanipulação de espermatozóides ou de espermátide retirados diretamente dos testículos, como na abordagem terapêutica do fator feminino, lançando mão da substituição temporária do útero (“barriga de aluguel”) ou da doação de óvulos.
![]()
TRATAMENTOS:
O tratamento da infertilidade conjugal pode ser clínico e/ou cirúrgico, na dependência dos fatores etiológicos evidenciados após a pesquisa de cada casal. Quando estas intervenções não são suficientes para a obtenção da gravidez, poderemos lançar mão das técnicas de reprodução assistida (R.A.).
Reprodução assistida é conceituada como o “conjunto de técnicas que visam facilitar o encontro dos gametas, no organismo materno (técnicas intracorpóreas) ou em laboratório (técnicas extracorpóreas), para que ocorra a fertilização”(A.S.M.R.).
Estas técnicas podem ser classificadas de acordo com o grau de complexidade (quadro 1) ou de acordo com o local em que ocorre a ovulação (quadro 2).
QUADRO 1
REPRODUÇÃO ASSISTIDA – CLASSIFICAÇÃO
|
TÉCNICAS DE BAIXA COMPLEXIDADE: |
QUADRO 2
REPRODUÇÃO ASSISTIDA – CLASSIFICAÇÃO
|
TÉCNICAS INTRACORPÓREAS |
|
TÉCNICAS EXTRACORPÓREAS |
![]()
A avaliação básica do casal é fundamental para a escolha do método terapêutico. Desta forma, para a indicação dos métodos de baixa complexidade é necessária a observação dos seguintes aspectos:
Cavidade uterina normal.
Ovário funcionante
Ao menos uma trompa permeável e funcionante
Número mínimo de espermatozóides com qualidade.
No caso de I.I.U., os melhores resultados são obtidos quando o número final de espermatozóides for superior a 5 milhões (progressivos rápidos) e a morfologia estrita de Kruger maior que 4%.
Nos casos de indicação para relação programada (R.P.), as melhores chances de gestação são observadas quando o teste pós-coito demonstra média superior a 5 espermatozóides móveis e direcionais em campo de 400 X.
As indicações para as técnicas de baixa complexidade são apresentados no quadro 3.
QUADRO 3
TÉCNICAS DE BAIXA COMPLEXIDADE – INDICAÇÕES
|
RELAÇÃO PROGRAMADA |
Os critérios gerais de seleção dos casais para ingressar nos programas de alta complexidade incluem:
Idade da mulher (até 42 anos).
Função ovariana satisfatória ( F.S.H. < 20mUI/ml e estradiol < 100pg/ml, no terceiro dia do ciclo).
Estabilidade emocional do casal.
Útero normal ou com anomalia que não ponha a gestação em risco.
Função menstrual normal ou de possível correção.
Saúde física e mental do casal.
As indicações para utilizar as técnicas de alta complexidade são apresentadas no quadro 4.
QUADRO 4
TÉCNICAS DE ALTA COMPLEXIDADE – INDICAÇÕES
|
F.I.V. |
|
I.C.S.I. |
![]()
